sábado, 7 de dezembro de 2013

Ativismo

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Sempre acompanhei o trabalho da Ong Cão Sem Dono e outras instituições conhecidas,  como Greenpeace, assinava petições e era isso.
Com o passar do tempo vi que lutas sociais, era o que me fazia sentir útil, sentir que estou fazendo algo e não estava na minha zona de conforto, atitude essa que eu repudio, acredito que a pior pessoa não é aquela que não enxerga e sim aquela que vê e não faz nada para mudar.
Assim, comecei a participar de protestos como os organizados pelo Dia do Basta e fui conhecendo alguns grupos apartidários que também queriam  mudanças no país, porém com o tempo percebi que a luta por status e/ou por qual grupo esta aparecendo mais, era bem grande, isso me fez afastar de causas políticas, justamente porque acreditava que se tivesse a união dos grupos, seriamos mais fortes e podíamos vencer mais rápido, só que infelizmente birras pessoais ficam como prioridade e a causa parecia ficar de escanteio.
Cansei...
Em janeiro de 2012, teve uma manifestação chamada Crueldade Nunca Mais que tem como objetivo leis mais rígidas em crimes contra animais e participei, me senti em casa como sempre me sinto em protestos (na época, protestos pacíficos,mas não entendia bem que esses não dava resultado, mas isso é um assunto para outra hora).
Fui me envolvendo cada vez mais na causa e conhecendo as verdade por trás do mundo em que eu não enxergava.
Em fevereiro de 2012, parei de comer carne vermelha para tentar mudar aos poucos meus hábitos alimentares.


Como desde o começo acompanhei o trabalho da Cão Sem Dono, sempre via a dificuldade diária deles para alimentar todos os cães que estavam em sua responsabilidade, conversando com uma amiga da faculdade, tivemos a ideia de fazer uma campanha de arrecadação de ração para Ong´s e protetoras  e achamos que para chamar mais pessoas deveríamos ter uma página e foi ai que em 26 de julho de 2012 criamos o Projeto Ação Animal.

Depois de um tempo só pensando como faria isso, resolvi começar logo sem planejar direito, mas não queria mais adiar, porque os email´s e pedidos da Ong que apertam o coração e eu ali sem fazer nada.
No começo de março de 2013, montei um evento no face e em um mês, consegui 570kg e algumas outras coisinhas e tenho muito orgulho disso, já que tudo foi feito sozinha, mas lógico com a ajuda nos meus pais para retirar rações e etc.

E fui participando mais ativamente da causa e divulgando casos na fanpage do projeto.
Em agosto, participei de um mutirão para ajudar a família da Dona Dalva, uma senhora que tinha aproximadamente 60 animais e sua casa era uma imagem da desigualdade social que temos em nosso país, esse trabalho voluntário foi com certeza uma benção na vida daquela família e de todos que participaram, pois ajudamos, fizemos amizades incríveis e construtivas e acredito que isso move também, sabermos que além de ajudar vidas, podemos conhecer pessoas maravilhosas e com as mesmas motivações.

Apoiei totalmente as manifestações contra o Instituto Royal e na última manifestação, eu e umas amigas (que conheci graças ao Mutirão da Dona Dalva) resgatamos 9 filhotes e nos unimos para arranjar um lar pra eles e tudo deu super certo!

E assim, achei a causa na qual quero lutar!



I´m back

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Nem sei o que contar de novo, pois creio que tudo que eu contar será assim, eu errei tanto quanto acertei e esses últimos dois anos foram tempos de mudanças, foi quando por causa de diversos erros, eu me encontrei e aprendi o que quero para mim.

Eu sinto por nesse meio tempo e nessa bagunça toda, ter abandonado meu blog, mas como tudo na vida é feita de escolhas, essa foi a minha e confesso também que foi por falta de tempo de escrever.

Tempo: essa é uma das questões que ainda falta eu me acertar mesmo sabendo que não vou conseguir acertar 100%, já que vivemos a passos largos querendo ser mais rápidos do que os computadores, fazendo como ele (tentando) mil coisas ao mesmo tempo.

Me sinto em uma daquelas fases em que dizem que uma época temos tempo e não temos dinheiro, outras temos dinheiro e não temos tempo e no fim, teremos tempo, dinheiro, mas não teremos disposição, isso faz todo sentido para mim, não que eu seja uma pessoa bem de vida, ando lutando para pagar a faculdade, comprar minhas coisas e ainda ajudar na causa em que comecei a lutar: Causa Animal.

Já resumi basicamente o que ando fazendo depois de todo esses anos que fiquei sem escrever, mas com o tempo vou contando casos e descasos, um pouco de cada coisa e vai parecer que nunca abandonei.

Assim seja!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Vida Nova?!

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Desde o tempo que não escrevo mais por aqui, muita coisa mudou.
Emprego, namorado, modo de ver a vida, prioridades...
Tudo muda, de acordo com que se vive, não posso dizer que já vivi muito, mas aprendi o bastante para mudar algumas coisas.
A pessoa que você pensa que vai mudar sua vida, vai andar do seu lado a vida inteira, você percebe que não é assim, não podemos trilhar um caminho para alguém, se você nem sabe se é esse caminho que ela quer trilhar.
Quando você começa a pensar em mudanças, nada muda, isso só acontece, quando você percebe que algo esta errado, que o que te fazia muito feliz antes, agora te traz peso, dor ou perguntas.
Uma pessoa muito especial, uma vez me disse: “O que te traz dúvidas, não é de Deus”, na época eu entendi, mas colocar em pratica era difícil, mas agora comecei a entender, pois não tenho mais dúvidas, antes de eu ter, Deus já me mostrou a solução.
Essa proximidade com Deus não faz falta, quando você nunca esteve tão perto, ela começa a fazer, quando você já ficou perto de mais e viu que tudo fica mais claro.
No caminho da vida, você pode até ter maus momentos, mas eles só te mostram que a nova você era melhor do que a de antes.

Para finalizar, deixo um texto da Clarice Lispector, escritora que eu admiro por me encontrar em vários de seus textos.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale à pena!”